Série - outubro 22, 2021

Uma Igreja de intercessores • 08 a 13 de março

Quebra-gelo: Escolha um participante do grupo e peça a ele que silencie o áudio do computador ou saia da sala por alguns minutos. Enquanto isso, os demais participantes devem combinar palavras de elogio e bênçãos para serem liberadas sobre esse irmão assim que ele retornar. Convide a pessoa para voltar ao grupo e façam um momento especial de intercessão por ela, profetizando vida, bênçãos e favor do alto. O importante é que a maior parte do grupo diga algo, para demonstrar à esta pessoa o quanto ela é amada e o poder da oração no ambiente da célula.

>> Agora pergunte: como foi a experiência de ser alvo da oração de todo grupo?

PRINCÍPIO: QUEM SE IMPORTA COM O OUTRO, ORA POR ELE.

TEXTO BÍBLICO: “Por isso, ouvindo eu também a fé que entre vós há no Senhor Jesus, e o vosso amor para com todos os santos, não cesso de dar graças a Deus por vós, lembrando-me de vós nas minhas orações: para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos dê em seu conhecimento o espírito de sabedoria e de revelação; tendo iluminados os olhos do vosso entendimento, para que saibais qual seja a esperança da sua vocação, e quais as riquezas da glória da sua herança nos santos; e qual a sobre-excelente grandeza do seu poder sobre nós, os que cremos, segundo a operação da força do seu poder”. (Efésios 1:15-19).

 

  1. INTERCEDER É SE IMPORTAR COM AS NECESSIDADES DOS OUTROS

Intercessão é um tipo de oração na qual o foco não está em nós mesmos. Portanto, trata-se de um exercício não natural ao ego, pois o deixa em segundo plano e desloca nossas energias para as necessidades de terceiros. “Cada um cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros” (Fp 2.4).

Nesse contexto, precisamos responder: somos capazes de esquecer de nós mesmos por um tempo e privilegiar os pedidos de outra pessoa? Ou todas nossas orações se destinam a promover nossa agenda? O que isso fala sobre nossa capacidade de amar?

No primeiro capítulo de Efésios, Paulo afirma que não cessava de agradecer, de lembrar e de orar pelos irmãos. Apesar de todas as suas ocupações, o apóstolo tinha a rotina de se colocar diante de Deus e clamar pelos seus ouvintes. Essa é a essência da intercessão: a posição sacerdotal. Ou seja, decidir ocupar o espaço intermediário entre o necessitado e Deus. Evidentemente, esse ato não deve ser confundido com a mediação espiritual que só pode ser feita por Cristo. Ele é o único mediador entre Deus e os homens (1 Tm 2.5). Isto é, a salvação e o acesso a Deus é exclusivamente feito por Jesus.

No entanto, os intercessores são irmãos que se importam tanto com seus companheiros que, momentaneamente, abandonam suas próprias guerras para lutar (em súplicas) as guerras dos outros. E mais, esse é um chamado para todos os cristãos, não apenas para um grupo que se denomina “ministério de intercessão”. Nesse sentido, a célula deve ser um conjunto de pessoas que oram mutuamente, porque nela se compartilha as dificuldades que cada um enfrenta.

>> Você já teve a experiência de interceder por alguém e perceber um favor de Deus sobre a vida dessa pessoa? Alguém pode compartilhar um testemunho que viveu como intercessor?

>> Caso você não tenha o hábito de orar pelos outros, o que você considera que pode estar sendo uma barreira para você neste sentido?

  1. INTERCEDER É UMA ROTINA NA BATALHA ESPIRITUAL COMUNITÁRIA

Você sabia que a batalha na qual estamos envolvidos não é de cunho individual? A carne, o mundo e o Diabo atacam a igreja como um todo. E não devemos ficar indiferentes àqueles que precisam de um milagre ou de uma intervenção divina, porque nossa vitória pessoal já chegou.

Pense em um exército: o bom soldado cuida do outro, age pelo outro e pensa na guerra como um todo, não apenas em seu êxito particular. A oração intercessória é a prática deste princípio. Sobre isso, Ef 6.18, citando as armas espirituais, diz: “Orem no Espírito em todas as ocasiões, com toda oração e súplica; tendo isso em mente, estejam atentos e perseverem na oração por todos os santos”.

Nesse sentido, veja qual era o conteúdo da oração de Paulo no texto base desta lição (Ef 1.15-19). Ele pedia o seguinte: “para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos dê em seu conhecimento o espírito de sabedoria e de revelação; tendo iluminados os olhos do vosso entendimento, para que saibais qual seja a esperança da sua vocação, e quais as riquezas da glória da sua herança nos santos”.

Ele clamava a Deus para que os irmãos tivessem o “espírito de sabedoria e de revelação” e que os “olhos do entendimento” fossem “iluminados”, a fim de que eles pudessem saber a riqueza de tudo o que Deus havia destinado para eles. Em resumo, Paulo orava para que Deus os fizesse ver e tomar posse da vida avivada e extraordinária que é típica de quem vive o evangelho.

Essa atitude do apóstolo nos faz pensar que não devemos nos satisfazer em andar no Espírito e usa a armas da fé apenas no âmbito dos nossos desafios. Somos um só exército e as batalhas que o outro enfrenta também nos afetam. Enfim, somos um só corpo: quando um membro do corpo está doente, as outras partes do organismo atuam de modo a trazer cura e restauração. Elas não podem ficar indiferentes (1 Co 12.12). Na verdade, ficar indiferente é a consequência de uma doença muito mencionada na Bíblia: a lepra. Em suma, ela consiste na perda da sensibilidade e é uma metáfora para caracterizar cristãos que não se importam uns com os outros. Enfim, quem é indiferente, não ora.

Na contramão disso, se minha mão direita se ferir e estiver lutando contra uma infecção, minhas pernas e minha boca atuaram de forma intercessória: as pernas andarão até o hospital (levando a mão doente) e a boca pedirá ajuda a quem pode resolver (falando em nome da mão doente). Você percebeu? Um órgão socorre o outro o levando a quem pode solucionar a dor. A intercessão faz o mesmo.

Devemos agir da mesma forma com as necessidades dos nossos irmãos: apresentar a Deus suas dores. Apenas como exemplo, o livro de Atos nos conta que “Pedro, pois, era guardado na prisão; mas a igreja fazia contínua oração por ele a Deus.” (Atos 12:5). Nessa história, a libertação de Pedro se deu em meio as súplicas de toda a comunidade. Sim! A batalha é comunitária.

COLOCANDO EM PRÁTICA

Uma vez que compreendemos que a intercessão é uma forma de praticar o amor pelos nossos irmãos, que tal começarmos a praticar a oração uns pelos outros na célula?

Organize os participantes das células em grupos* de 3 pessoas e proponha seguinte dinâmica de oração:

Passo 1 – Peça aos três que se apresentem, caso ainda não tenham tido muito contato pessoalmente.
Passo 2 – Agora cada um deve elencar seus pedidos pessoais de oração (evitem pedidos muito genéricos e/ou situações de terceiros, a proposta aqui é gerar pessoalidade, intimidade).
Passo 3 – Oriente os participantes do grupo a compartilharem contatos (whatsapp) e enviarem mensagens uns aos outros durante a semana, reforçando o compromisso de oração.

Desafio de oração: Durante a próxima semana cada pessoa da célula deverá separar diariamente um tempo para orar pelos participantes do seu trio de oração. Uma dica é escrever a lista de pedidos de oração dos seus colegas na Bíblia, no caderno devocional ou no bloco de notas do celular. O importante mesmo é investir tempo e energia para interceder pelo irmão, como uma forma de demonstrar amor e cobrir a vida espiritual uns dos outros.

Antes de finalizar, orem uns pelos outros no grupo.

* Se a sua célula está se reunindo de maneira online, sugerimos que forme grupos menores na sala de bate-papo em que vocês estiverem conectados e orem uns pelos outros. É possível utilizar essa ferramenta tanto no Zoom, quanto no Google Meet, quanto na chamada de vídeo do Whatsapp.

* Caso a sua célula esteja se reunindo presencialmente, forme grupinhos ao final e peça a todos que façam a dinâmica de oração.